No meio em tantas palavras distribuídas em um português tão desconhecido à minha cabeça, que apenas meu coração consegue transcrever, que agora sobrecarregado de batimentos intensos, acompanhado de sensações, resgatando dessa caixa de recordações que é a minha memória: uma vanguarda de valor inestimável, por terem em seus dias noites dormidas acompanhadas de um coração preenchido de uma forma inexplicável, o real valor do verdadeiro estampado nos olhos de um ser humano, irradiavam meu ser dilacerando da minha face fria o mais doce sorriso. Era apenas uma vanguarda, eu era apenas uma criança, o meu brinquedo favorito era sua companhia. Hoje eu entendo tudo, um brinquedo na mão de uma criança tem sempre seu fim. No meio de tantas recordações, lágrimas brotam dos mesmos olhos que um dia brilharam diante da grande realidade que você foi, e continuas a ser. Reconhecer que erramos com novos acertos, é como abrir os braços aos céus, minha alma em forma de essência no ar, e um pouquinho dela sendo acolhida dentro do seu coração como um pedido de desculpas.
Culpa alheia.
As pessoas deviam olhar mais ao seu redor, ver que dentro de corações residem sentimentos, afeto, ternura. E se quase todo mundo virou as costas pra você, você não precisa por a culpa em mim, as suas mãos não são minhas, a tua cabeça também não, eu não sou dono de seus atos, então não me culpe com seu olhar de quem que comeu e não gostou. Aquilo que você planta, é aquilo que você colhe. Se vire contra o mundo, e não contra mim. Eu não plantei nada, não colhi nada. E não vou morrer por ninguém.
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