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Eu me sinto assim... pairando no ar, como se nada tivesse mais sentido e eu estivesse afundando num mar sem significado algum. Simplesmente não há mais o que ver, absolutamente nada, mesmo eu enxergando todas as coisas. Eu poderia chamar isso de vazio, mas eu não acredito que exista algo ou alguém nesse mundo que possa mergulhar tão fundo nesse abismo que sou e consiga mudar o que está lá dentro e fazer com o que eu transpareça uma realidade ou qualquer coisa diferente por fora. Se lá está vazio ou falta algo, eu não sei. Eu queria realmente saber. Lidar com o específico me parece ser tão mais fácil. Mas eu não tenho sequer idéia do que pode estar ausente, ou se algo realmente está faltando. Minha sensibilidade está terrivelmente debilitada para tantas coisas. Mas por outro lado, ela funciona, e eu sinto muito. Ao mesmo tempo em que digo não sentir nada, sinto que eu tenho tudo, sinto todos os meus pedaços empilhados nos seus devidos lugares aqui dentro de mim. Simplesmente sinto que eu existo. Hoje, tanto faz fingir ou não fingir que me sinto assim ou assado. Ninguém vê o que você fez com mil e um pedaços de si. Ninguém sabe o que leva a te manter em pé todos os dias, quando só existe vácuo, quando só existe ar. Seria estranho eu gostar de me sentir assim? Parece quanto mais eu me conheço, mais eu me encontro, mais eu me sinto assim. Como se eu fosse minha âncora, como se eu fosse minha segurança, como se eu fosse o ombro amigo que sempre quis e nunca tive, como se eu fosse a fuga quando as coisas dão errado... E eu não consigo e muito menos quero me perder disso. Então, eu fico pairando pelo ar, com os pés no chão, abrindo um sorriso, derramando uma lágrima... Mas nunca longe de mim. Nunca longe de onde eu sempre me encontro.

Dias...

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As vezes eu só queria uma surpresa inesperada, alguém que dissesse sentir minha falta do nada, ou que me desse uma boa notícia. É detestável acordar sem ter nada em mente que te faça levantar de verdade. É assolador olhar pra tantos rostos todo dia e não extrair deles nada que em algum lugar te preencha. Acordar as vezes é como andar numa esteira com o visor quebrado. Você não sai do lugar, o tempo parece não passar e de sobra só cansaço.
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O que me assusta é não ter medo. É viver sem me importar tanto. É me esvaziar do que não me convém quando necessário, quando no final das contas o alheio se define descartável. O que me assusta às vezes é não conseguir sentir mais nada que alcance a alma, é ficar pelas beiradas e depois sair dali, como se tivesse perdido meu tempo testando chaves que nunca vão abrir uma porta. Aliás, o que me assusta é esse meu conformismo que me acomoda a ser assim, estável demais, não havendo nada que possa desfazer esse meu equilíbrio. O que me assusta é evoluir, a cada dia que passa, essa minha visão de mundo, essa maneira de enxergar as coisas, ter a impressão de que tudo está monocor, quando na verdade eu vejo todas as cores. O que me assusta é distinguir as palavras de hoje com as ontem, e sentir que mesmo tão sinceras, já não carregam alguma magia ou encaixe que coincida com qualquer tipo de sentimento. Não há desanimo, depressão, nem me falta vontade de viver. A questão é que não há simplesmente nada, e eu não consigo me importar pra isso. Eu olho, eu vou embora... e tanto faz, voltar ou não.
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Desisto de escrever algo. O tempo muda até as palavras. Não há o que tocar, ver, nem sentir. Tudo é mínimo quando se trata de quão grande eu represento a mim mesmo. Egocentrismo justificável, eu diria. Mas é só a forma como meus olhos aprenderam a lidar com tudo que me aconteceu e acontece. E se algo por menor que seja der errado, eu olho pra mim, eu vou continuar inteiro sempre. Aprendi a lidar com as coisas por essa perspectiva. A vida nunca foi tão, sei lá, em segundo plano, controlável. Eu já não me vejo mais como parte de um sistema.

Te poupando

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Eu te poupei dos meus lamentos intermináveis. Eu me poupei de me sentir tão sozinho, pois você nunca tinha muito a dizer diante deles, por vezes nunca disse nada. Então, eu me poupei de ficar me martirizando ao vento, falando de como era ruim perder uma parte que significava naquele momento tudo o que eu representava naquela vida que eu sempre quis pra mim. Eu te poupei de saber dos meus choros quase intermináveis. Eu me poupei de chorar por alguém que deveria, naquele momento, olhar com outros olhos, como simples passe de mágica... E eu não consegui. Então fiz melhor, eu me poupei de encarar uma realidade, que estava mais do que óbvia desde o primeiro contato, mas que você não havia poupado e me fez acreditar, que um conto de fadas se tornaria real. E hoje eu vejo que só fugi de tudo isso, quando eu vi que não adiantava me maltratar por um mundo que só existia num passado, que se esconde em tudo que você é agora. Alguém que eu evito ver, evito pensar, evito falar, porque simplesmente nada daquilo está mais presente. E se seu coração soubesse e sentisse tudo isso como o meu sentiu, tu teria se mantido o mais distante possível, já que a tua realidade não cabia, tampouco se misturava com a realidade que meu coração viveu, fazendo invadir de um vazio tão grande dentro dele, quando mostrou o real por trás de uma máscara de sonho. Eu poupei meu coração, o mais prejudicado nisso, de todo esse teu mundo real. Eu te poupei do estrago que eu poderia ter sido se permanecesse de alguma forma ao teu lado. Eu me poupei de definhar "ao lado" de alguém que em nenhum dia da sua vida a deixou de viver por minha causa. Eu te poupei de compreender o que eu sentia, já que é sempre tão difícil sentir quando as feridas não estão na gente. E no fundo, estou sempre te poupando mais do que eu me poupo, pois é horrível quando o sofrimento alheio é por nossa culpa.

Sobre sentir.

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Minha fragilidade é imensa, mas posso lhe dizer que ela anda muito longe de ser uma característica constante. É como se minha alma se regerasse com facilidade. E eu devo todo esse poder às experiências que pude viver ao longo desses anos. Foram através delas que eu fui mantendo o equilíbrio e o controle das minhas reações e sentimentos no estilo de vida que me permito viver hoje.
Desde sempre me permiti viver da forma mais intensa, embora não pareça agora. Sempre me vi na necessidade de extrair até última gota do que havia por sentir, mesmo se aquilo fosse me deixar muito mal. Me permiti ser ferido e encarar as coisas de frente. Pude sentir o peso que é viver e assim aprender da maneira mais difícil a não perder o controle.
Houve um tempo que não havia mais feridas para cutucar e sentir um pouco mais, havia apenas cicatrizes para um suave delineio. E foram através delas que eu pude perceber o meu amadurecimento como pessoa.
Não me permiti conhecer meus limites simplesmente porque imaginava chegar a essa minha forma de encarar a vida. Pelo contrário, eu achava que aquilo nunca mudaria, sabe? Eu só sabia cutucar onde não devia, pois era ali que se concentravam todos os meus sentimentos, coisa que a partir de outro lugar eu não conseguia tal efeito. Parecia que havia me tornado neutro para o mundo lá fora. Já não mais o sentia, pois era no meu interno que se concentrava o meu verdadeiro mundo.
Levei um tempo para vivê-lo internamente e assim poder me permitir conhecer novamente esse mundo onde todos se encontram. Já não é mais o mesmo que me assustava ou me despertava surpresas, tampouco aquele que me oferecia feridas numa espontaneidade tão inocente.
A desvantagem de ter me permitido sentir tudo até a última gota é que hoje em dia minha sensibilidade se resume numa parede de cicatrizes de textura bem espessa. Logo, tudo soa tão superficial, que pouco penetra na pele da alma e lá cava. E quando cava, eu me sinto tão frágil, mas é nessa hora que eu paro de mentir pra mim mesmo: "Isso aí anda tão longe de um sentimento real, não vale a pena cutucar isso". Daí levo alguns dias pra perceber que nunca houve nenhuma ferida ali de verdade, apenas cicatrizes e uma vontade de sentir as coisas como eu sentia antigamente.



É tão ruim

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É tão ruim quando ninguém se importa, quando o que você mais quer é que alguém se importe. Quando o que você mais quer é dar pouso a dor no aconchego de um abraço verdadeiro, acompanhado de uma preocupação gratuita e real. E sabe, é tão ruim ficar sem esse abraço. É tão ruim imaginar o que poderia me deixar melhor e não conseguir nem enxergar aonde e nem como conseguir isso. É tão ruim seguir vivendo com tudo indo bem, mas não acontecendo nada, nada que te faça sentir realmente a vida. É tão ruim tentar mudar isso e sempre voltar pra essas linhas, pra esse pensamento. É tão ruim tirar esperança de onde não tem e ficar mais ainda no débito por nunca funcionar "esperar" que aconteça. É tão ruim sentir as coisas através de um coração como o meu, quando se torna bem mais fácil e simples, viver sem um.

Par Ideal:

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Uma pessoa do tipo "city and colour", ou seja, uma pessoa que eu ame escutar infinitamente, uma pessoa que eu não consiga abusar mesmo querendo, uma pessoa que eu consiga enxergar e sentir tamanha pureza e sinceridade em suas palavras. Uma pessoa que esteja do lado do meu travesseiro "sussurrando" versos no quase absoluto silêncio antes de dormir. Uma pessoa que eu veja e sinta a mesma coisa como se fosse na primeira vez, mesmo depois de tantas e inúmeras vezes. Outras pessoas comparadas a esta só são apenas outras pessoas. Nessa se encontra uma imensidão de sensações boas e verdade, e não precisa sair apalpando-a ou revirando-a de cabeça pra baixo para tal. Não precisa estar para poder sentir, e sim, sentir para poder estar. Uma pessoa, quem sabe, talvez inexistente, mas que só por ser idealizada a partir de tantas verdades, não venha a ser inexistente assim.

Expectativas?

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Talvez meu maior defeito seja enxergar as coisas muito além do que elas possam ser ou são. Chega até ser engraçado, pois eu meio que vivo desistindo de coisas que nunca foram reais de fato, quando, da aparência daquilo que eu vejo, raramente, trago pra realidade algo semelhante ou superior. Metaforizando, meu maior defeito é ter dentro de mim uma fábrica de expectativas pra tudo o que vejo e um enorme cesto de lixo pra todas elas.


 

A pessoas de hoje em dia

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As pessoas de hoje em dia não merecem nenhum tipo de sentimento que venha tão de fundo. A primeira pessoa do singular, pra elas, também é a segunda, a terceira, a quarta, enfim. Todos estão preocupados com suas vidinhas e em observar como o mundo gira em torno delas. O próximo tornou-se apenas um detalhe, que se descarta quando dele não pode mais tirar nenhum proveito. Isso é tão lamentável. Antes eu encarava as pessoas como complemento de mim, mas hoje eu não consigo mais me doar para a superficialidade dessas relações. Nesses últimos anos eu vi que estava mais me perdendo do que me ganhando. Parei com isso! Decidi olhar pra mim, rebocar os buracos dos lugares que ficaram na alma com pedaços realmente MEUS. E acredite, foi aí que encontrei uma estabilidade incrível pra mim, um equilíbrio que me fez e faz tão bem. É claro que essa estabilidade tem lá seus pontos fracos. O principal deles é que não consigo mais dar a devida importância ao que acontece a minha volta. Não interajo como deveria. Me sinto sempre em falta com as pessoas, seja numa conversa ou simplesmente estando apenas em presença. Vivo intercalando entre dois mundos, agora por exemplo, não me sinto em nenhum lugar palpável. Isso me afasta muito das pessoas, e é algo que se tornou tão natural pra mim, que eu soou muito falso quando tento demonstrar qualquer tipo de sentimento bom como uma pessoa 'normal'. Não que eu tenha me tornado o tipo de pessoa "contemporânea" que só pensa no seu próprio bem e que se foda o resto. Pelo contrário, sempre que vejo uma brecha de oportunidade pra dividir qualquer tipo de cumplicidade e afeto, eu me arrisco. Eu sempre dou a oportunidade de desmontar alguns pedaços meus para encaixar nas outras pessoas quando vejo que elas estão dispostas a fazerem o mesmo. Mas sabe, nunca tive sorte com isso. Complemento meu é apenas meu mesmo, as pessoas provam que não há encaixe alheio que perdure e me mude sem ser no quesito de 'superar'. A pessoa que sou hoje é mais resultado de recomposição. E é isso que me faz valorizar essa estabilidade que encontrei pra mim e aumentar essa minha barreira com as pessoas. Talvez seja mais fácil viver de sentimentos superficiais (sem tanto apego, perto de pessoas que têm algo a mais a te oferecer) do que viver assim (distante, nas tentativas frustrantes de querer se encontrar nos outros e acabar se perdendo). Não sei a que ponto queria chegar falando tudo isso. Talvez que me entendam quando não conseguir reagir diante uma piada, risada ou conversa. Que compreendam o meu abraço que nunca é "abraçado por inteiro" e aquele sorriso sem graça por não saber sorrir sem desprender-se da alma é o único que tenho a oferecer.

I hope.

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Sei que é egoísmo da minha parte querer que nunca ninguém supere a sensação que eu te proporcionava quando estávamos juntos, mas no fundo, é isso que eu quero. Que você lembre de mim, de tudo e veja que o deixou pra trás foi tão lindo e que nenhum beijo, nenhum abraço chegará perto da magnitude do sentimento que dividimos nas poucas horas que compartilhamos juntos. Eu encaro assim, embora a distância em que tenhamos tomado um do outro tenha me clareado a mente e me feito ver que faltam coisas essenciais em ti que eu sempre procurei achar em uma pessoa. A mais singela delas era encontrar o verdadeiro significado de ter um amigo, alguém que se preocupasse, que eu pudesse conversar e não tivesse medo de ser quem eu sou de verdade. E mesmo que qualquer sentimento além do de amizade não fosse permitido, eu imaginei que poderia encontrar isso em ti, mas vejo que nem perto cheguei. E eu percebo que quanto mais penso nessas coisas, mas distante eu fico da ideia de que poderia ter dado certo. Logo, não sinto remorso, diria até que vi cor onde não devia, quando tudo continua como sempre, preto e branco. E eu até prefiro que permaneça assim.
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A vontade que eu tenho às vezes é só de me desfazer no vento e balançar as folhas daquela árvore que me traz uma sensação boa quando outros ventos a interpassam. Ser esse vento que vai delinear o rosto de alguém e de alguma forma levar um pouco da minha luz e do que eu significo. E mesmo que nunca ninguém entenda, que ao menos sinta essa sensação boa... Essa brisa que sempre sinto quando elevo minha alma.
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Não sei se é certo dizer se é de ti que sinto saudade ou se é de como eu me sentia quando de ti estava perto.

Uma dose de "tanto faz"

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E tudo tem mudado e eu já não lembro mais o que esperava desse futuro que hoje é presente. Talvez mais incerto que isso é eu não ter ideia do que eu quero pra mim amanhã. A única coisa que eu lembro é de ter procurado um significado pra minha vida, uma forma ou alguém que fizesse eu me encontrar. Só que no meio de tantas tentativas eu apenas me perdia cada vez mais, sabe? Agora, eu não tenho sequer ideia de onde estou. Hoje eu olho pra tudo que eu mais queria e fico assustado quando eu imagino: "se um dia eu poder tocar e ter tudo isso?" Parece que não sobrou sensibilidade nenhuma para desfrutar o quão bom isso pareça ser. Tenho a impressão que minha alma de tanto ansiar as sensações provindas dessas coisas, já não sente mais capaz de ser uma alma como qualquer uma outra. Parece que ela perdeu o paladar das sensações, porém ainda há nela as lembranças do efeito que cada uma delas pode proporcionar. No fundo ela quer, mas bem mais no fundo há sensação de 'tanto faz', 'estou bem assim'. Eu sinto tudo isso. Nesses anos todos em que busquei me achar perdendo-me, eu me vi na necessidade de repor, não sei de onde, os grandes pedaços os quais hoje fazem parte do meu encaixe. Me sinto bem por ter me perdido, por finalmente não ser àquele que percorre o caminho e que não chega a lugar algum, aquele que têm como resultado apenas o cansaço. Quem vê por esse ângulo imagina que a vida parou pra mim, então, mas não... Eu só aprendi a deixá-la passar e não nada cobrá-la. Pois tudo que é inesperado é o que me preenche, é o que eu realmente preciso pra dar sentido e o que me faz sentir. E agora sei que só preciso de surpresas que verdadeiramente me surpreendam.

Me diz.

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E se vão pessoas, sentimentos, momentos... Eu deveria ir junto, mas não 'me vou, porque essência é algo que não se muda, pelo menos não em mim. A única coisa boa nessas idas e vindas é  ter plena convicção de que eu nunca precisei mudar meu 'eu' para adquirir o que nunca tive. É não me sentir perdido, muito pelo contrário, é me sentir tão situado como nunca o fiz, é me sentir tão eu, talvez a única verdade que permanece diante dos concretos criados com a ajuda alheia, com essências que se dizem tão próprias, mas que em muitas horas você não as conseguem sentir na realidade.
Me diz como é perder a essência? Me diz como é ser um misto de coisas  que você não é só para poder ter a oportunidade de sentir algo prazeroso, viver um momento que tanto sonhou? Me diz como é acordar desse sonho e ver quem estava no sonho não era você? Me diz como é tudo por dentro? Porque a perfeição por fora, nos fatos e momentos nunca me convence. Me diz?
Eu só espero viver tudo aquilo que no meu interior se encaixa, combina ou reflete: o imperfeito, a verdade seja qual ela seja, certas virtudes. Não existe melhor coisa que acreditar em mim e não ter dúvida. Não existe melhor coisa que encontrar a paz delineando cada parte do meu interior sabendo de cor tudo que eu sou e fui. Me diz como é fazer isso, se assustar com a realidade, retirar as máscaras e se ver nu, sem maquiagem? Me diz se alguma vez você já tentou isso? Me diz se alguma vez já chorou por não conseguir encarar tudo, parou e fingiu que estava tudo bem, que não precisava? Me diz como é ser tão fraco e não ser tão você?