
Derramei lágrimas de uma fonte em escassez. Feridas em cicatrizes. Eu pensei que havia me tornado indolor pelo excesso de tanta dor que já tive, mas não. O que você fez comigo? O que houve com o meu analgésico?
Eu me sinto tão mal. E na loucura pra poder aliviar tudo, eu dobro a dosagem desse remédio e tudo piora. Eu não entendo. Creio que o excesso dessa medicação age o contrário de sua dosagem certa. E de sobra, ilusão surte como um novo efeito.
Essa droga vicia e eu sempre cobro as melhores sensações por usá-la. Maldita droga viva essa droga que se chama amor. Como posso morrer disso já que ela é o que me faz viver? Eu continuo a não entender nada.
Salva-me mesmo que não aja uma salvação para essa minha doença. O impossível me dá a mão, talvez seja uma alucinação, mas no ápice do sentir, eu o vejo. Mas tudo se apaga quando o efeito dessa droga passa e o possível se torna tão difícil.
Salva-me desses delírios sem lógica, salva-me de mim mesmo. Eu digo que me encontrei e que voltei. Porque tem gente que vai e volta, mas talvez isso seja apenas um delírio de alguém que continua perdido.

