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Desisto de escrever algo. O tempo muda até as palavras. Não há o que tocar, ver, nem sentir. Tudo é mínimo quando se trata de quão grande eu represento a mim mesmo. Egocentrismo justificável, eu diria. Mas é só a forma como meus olhos aprenderam a lidar com tudo que me aconteceu e acontece. E se algo por menor que seja der errado, eu olho pra mim, eu vou continuar inteiro sempre. Aprendi a lidar com as coisas por essa perspectiva. A vida nunca foi tão, sei lá, em segundo plano, controlável. Eu já não me vejo mais como parte de um sistema.