I hope.

0 comentários



Sei que é egoísmo da minha parte querer que nunca ninguém supere a sensação que eu te proporcionava quando estávamos juntos, mas no fundo, é isso que eu quero. Que você lembre de mim, de tudo e veja que o deixou pra trás foi tão lindo e que nenhum beijo, nenhum abraço chegará perto da magnitude do sentimento que dividimos nas poucas horas que compartilhamos juntos. Eu encaro assim, embora a distância em que tenhamos tomado um do outro tenha me clareado a mente e me feito ver que faltam coisas essenciais em ti que eu sempre procurei achar em uma pessoa. A mais singela delas era encontrar o verdadeiro significado de ter um amigo, alguém que se preocupasse, que eu pudesse conversar e não tivesse medo de ser quem eu sou de verdade. E mesmo que qualquer sentimento além do de amizade não fosse permitido, eu imaginei que poderia encontrar isso em ti, mas vejo que nem perto cheguei. E eu percebo que quanto mais penso nessas coisas, mas distante eu fico da ideia de que poderia ter dado certo. Logo, não sinto remorso, diria até que vi cor onde não devia, quando tudo continua como sempre, preto e branco. E eu até prefiro que permaneça assim.
0 comentários

A vontade que eu tenho às vezes é só de me desfazer no vento e balançar as folhas daquela árvore que me traz uma sensação boa quando outros ventos a interpassam. Ser esse vento que vai delinear o rosto de alguém e de alguma forma levar um pouco da minha luz e do que eu significo. E mesmo que nunca ninguém entenda, que ao menos sinta essa sensação boa... Essa brisa que sempre sinto quando elevo minha alma.
0 comentários

Não sei se é certo dizer se é de ti que sinto saudade ou se é de como eu me sentia quando de ti estava perto.

Uma dose de "tanto faz"

0 comentários

E tudo tem mudado e eu já não lembro mais o que esperava desse futuro que hoje é presente. Talvez mais incerto que isso é eu não ter ideia do que eu quero pra mim amanhã. A única coisa que eu lembro é de ter procurado um significado pra minha vida, uma forma ou alguém que fizesse eu me encontrar. Só que no meio de tantas tentativas eu apenas me perdia cada vez mais, sabe? Agora, eu não tenho sequer ideia de onde estou. Hoje eu olho pra tudo que eu mais queria e fico assustado quando eu imagino: "se um dia eu poder tocar e ter tudo isso?" Parece que não sobrou sensibilidade nenhuma para desfrutar o quão bom isso pareça ser. Tenho a impressão que minha alma de tanto ansiar as sensações provindas dessas coisas, já não sente mais capaz de ser uma alma como qualquer uma outra. Parece que ela perdeu o paladar das sensações, porém ainda há nela as lembranças do efeito que cada uma delas pode proporcionar. No fundo ela quer, mas bem mais no fundo há sensação de 'tanto faz', 'estou bem assim'. Eu sinto tudo isso. Nesses anos todos em que busquei me achar perdendo-me, eu me vi na necessidade de repor, não sei de onde, os grandes pedaços os quais hoje fazem parte do meu encaixe. Me sinto bem por ter me perdido, por finalmente não ser àquele que percorre o caminho e que não chega a lugar algum, aquele que têm como resultado apenas o cansaço. Quem vê por esse ângulo imagina que a vida parou pra mim, então, mas não... Eu só aprendi a deixá-la passar e não nada cobrá-la. Pois tudo que é inesperado é o que me preenche, é o que eu realmente preciso pra dar sentido e o que me faz sentir. E agora sei que só preciso de surpresas que verdadeiramente me surpreendam.