Sempre fui e voltei. Nesse presente me vejo certas vezes perdido num passado a qual só restaram cinzas. O que ainda estou fazendo ali? Essas cinzas jamais tornarão a ser o que um dia foram. Lamento muito por não me encontrar quando me vejo perdido por lá, enquanto o relógio sempre gira. E nesse presente, esse cigarro que fumava minutos atrás, boa parte das cinzas se perderam no ar e as poucas sobraram nesse pequeno cinzeiro. O céu já não tem cor, não virou cinzas mais se quebrou, junto com meu coração que nunca foi inteiro, que é tão díficil de se recompor. Mas ainda é presente, estou tentando colar tudo que restou, mas está tão difícil. Se tornou mais fácil viver sem.
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