Me diz que você vem?


Me diz que você vem?
Me levar desse mundo pra bem longe
Estando perto ou distante
Mas, me diz que você vem?

Faz um coração no céu
Algum sinal
Espanta essas nuvens negras
Me livra de todo esse mal

O que eu faço por aqui?
Tudo é tão igual, tão diferente de mim
O que eu fiz de tão errado
Pra merecer uma vida assim?

Quilometros percorridos
Pés estão desprotegidos, pés estão descalços
Joguei fora o que os machucava,
Ficaram pra trás, meus sapatos desgastados.

Floquinhos de sorvete sem sabor
Encobrem essa rua vazia
Se você viesse, seria minha fogueira
Nessa noite que está tão fria.

Me diz que você vem?
Que eu te espero sentado nesse banco.
Eu transformo todas minhas futuras lágrimas
Em sorrisos em retribuição ao teu encanto.

Mas não demora
Eu não irei embora
É que essa solidão que me congela
Pode parar meu coração.


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Antigo e bobinho. Ando tão oco ultimamente que não me atrevo a escrever nada. E se o fizesse agora, não sairia algo legal, então, pouco me agradaria. Ponho a escrever o que sinto. Mas esta aí o problema, tempão que não venho sentido absolutamente nada, nada mesmo. Porém, insensibilidade não é sinônimo de mal estar, muito pelo contrário (pelo menos comigo). Eu gosto de estar no zero. Gosto de desfrutar desse equilíbrio. Gosto de pressentir o que vem a frente: o um, o dois, o três... Enquanto os negativos... ficaram perdidos nas entrelinhas de ontem, ante-ontem, mês passado, ano passado... bem distantes da de hoje, de agora...

1 comentários:

Anonymous disse...

mto lindo adorei

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