
Se eu fosse uma peça de roupa sua, eu não queria ser 'a preferida', porque sempre renovamos o guarda-roupa com roupas novas e deixamos de lado as roupas antigas. Me dói só de pensar que teria frio logo após o seu descarte, depois de ter sentido tanto calor corporal seu durante o dia. Me assombra imaginar o escuro do seu roupeiro, sendo que passavas o dia inteiro no varal, para que no fim do dia, você pudesse de alguma forma, me abraçar. Impugante pressentir o cheiro de naftalina apagando a lembrança da essência do seu perfume nas linhas desgastadas desse algodão. E alguns meses depois você pisaria em mim, porque meu destino é ser pano de chão.
Eu sei que estou perdendo meu tempo levantando hipóteses desmerecedoras sem um sujeito, me pondo de objetoseja ele indireto ou direto. Eu só queria escrever um bom texto, já que hoje minhas as palavras não seguem em trilhas que nem fazem as formigas. Nos meus dedos tento transparecer um formigueiro para que elas tomem o seu caminho. Mas, o formigueiro hoje, se encontra em minha imaginação.

0 comentários:
Postar um comentário